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Imagine você em uma cidade pequena.

Imagine você pegando um transporte e andando pelas ruas, saindo de casa, indo até o supermercado ou indo para algum lugar de lazer

Ou mesmo dirigindo tranquilamente pelas ruas tranquilas sem nenhum problema.

Vento na cara, paisagem no retrovisor... Paz.

Que vida...

Talvez quem mora em cidade grande possa pensar que é assim. Mas está totalmente enganado.

Continue lendo.


Muitos têm o sonho de morar em cidades pequenas por diversos motivos, seja a paisagem mais verde, o ar mais limpo ou talvez ir morar longe de grande preocupações.

Bom, para todos esses meus cumprimentos! Negativos...

Assim como cidades grandes, as cidades pequenas sofrem com grandes problemas que muitas vezes pode afetar ainda mais do que em cidades maiores.

Falta de infraestrutura, de saneamento básico, de profissionais de saúde e mobilidade.

Sim, mobilidade.

Quando falamos em mobilidade logo pensamos no transito caótico, nas horas que passamos para chegar em casa, nas ruas cheias de gente, reclamações, buzinas, acidentes, bem como ocorre nas metrópoles.

 Mas não é bem assim.

Mobilidade é mais do que isso. Entenda.


Se você nos segue no Instagram sabe que o blog Visão Livre é de São Benedito-CE, cidade no noroeste do estado, na região da Serra da Ibiapaba.

Mas não importa o município. Mesmo que você esteja morando, sei lá em São Sebastião (pesquisei no Google) sofre com problemas parecidos.

Por aqui não existe transporte público, o que dificulta muito a locomoção dos habitantes até o centro, especialmente para aqueles que moram na zona rural, submetendo-se até mesmo a enfrentar paus-de-araras para chegar ao destino.

E é assim na maioria das cidades do interior do Nordeste.

Para quem não sabe, pau-de-arara é um meio de transporte irregular muito utilizado no Nordeste onde os proprietários adaptam caminhões ou, o mais popular por aqui, D-20's, para o transporte de passageiros.

Nem todos os veículos do interior são deste tipo.

Entretanto, na grande maioria, os pau-de-arara se destacam, dividindo as ruas com outros carros. Em diversas ocasiões os transportes vão cheios de gente e para aumentar ainda o perigo, as estradas da zona rural nem asfalto tem.

São todas estradas de chão, geralmente cheias de buracos, que prejudica a economia da cidade, atrasando entregas de produtos e o escoamento de materiais essenciais.

É um improviso total! Mas é tudo liberado.

 Foto: Reprodução/TV Gazeta

Como assim?

As prefeituras, óbvio, sabem disso e digamos que se não ajudam não fazem nada para melhorar essa situação.

Os órgãos de fiscalização - como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de alguns estados - reconhece o problema e já chegaram a prometer apertar o cerco em torno da proibição efetiva deste tipo de transporte.

Todos sabem que não é uma missão fácil, já que por muitas décadas o pau de arara foi e ainda é o principal meio de condução de muitas pessoas, inclusive de muitos alunos.



Bem, se mesmo em veículos com todos os equipamentos de segurança exigidos pelos órgãos competentes ocorrem acidentes fatais, esses transportes, que são não considerados seguros, estão mais propícios à acidentes.

Gestantes, idosos, pessoas com deficiência, crianças e os demais, todos ficam correndo sérios riscos.

Sem falar no preço, que não é substancialmente mais caro e por não serem transportes públicos não possuem nenhuma gratuidade para idosos, o que é o de menos em relação à segurança à vida.


É importante lembrar também que os órgãos não disponibilizam transportes públicos, como foi dito, e nem é qualquer carro que consiga trafegar com as estradas péssimas que são. 

E nem adianta o poder público tentar reparar as estradas com pissarra, pois logo depois do período chuvoso as estradas ficam do mesmo jeito.

Nessas condições, a população sente-se obrigada a recorrer para esses tipos de transportes como a única alternativa para o deslocamento.

Mas de quem é a culpa? Dos proprietários do carros? 

Também, mas eu diria que os maiores responsáveis são as autoridades responsáveis, pois se houvesse transportes para a população com certeza não haveria, ou menor número, veículos desse tipo.

Mas o que fazer?

Para resolver essa situação não é simples. A construção de pistas asfaltadas é o começo e essencial, além da redução do preço da passagem.

Mas não é só isso.

Não podemos esquecer que muitos proprietários de transportes privados sustentam sua família com a renda gerada por este serviço.

Sabemos também que, para uma cidade pequena ter transportes saindo de todo lugar em todos os horários são gastos bem maiores para as contas públicas.

Por isso, podemos ter como uma alternativa incentivo à legalização com veículos adequados para o transporte da população.

Naturalmente, o maior movimento é pela manhã, tendo este turno uma frota especial com mais transportes.

Dessa forma a população se deslocaria gastando menos, em menor tempo e o mais importante, mais segura a seu destino.




Portanto, apesar de parecer muito difícil ou mesmo impossível, podemos analisar essa e qualquer outra proposta que venha a beneficiar a população, uma vez que todos os indivíduos tem o direito de ir e vir, segundo a Constituição.

Porém sabemos que em cidade pequenas a população é esquecida por tanto outros problemas constantes, como economia, empregos e educação. A mobilidade é "só" mais um.



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